A tradução brasileira de um clássico italiano — uma marca nascida em Milão em 1815, reposicionada no Brasil como expressão contemporânea do aperitivo, da hospitalidade e do lifestyle italiano.
Ramazzotti chegou ao trabalho da Incora em um momento em que o mercado brasileiro já começava a compreender melhor o universo dos aperitivos. O consumidor adulto já conhecia marcas como Aperol, Campari e vermutes, mas ainda havia espaço para apresentar um território mais amplo: o do aperitivo italiano como ritual cultural, não apenas como bebida.
Ramazzotti trazia uma vantagem rara: não precisava inventar uma tradição. A marca foi criada em Milão, em 1815, por Ausano Ramazzotti, e construiu sua história como um dos símbolos italianos da categoria de amaros e aperitivos. A própria marca se apresenta como o primeiro bitter italiano exportado globalmente. Em 1848, Ausano abriu um bar próximo ao Duomo de Milão, ajudando a transformar o amaro em parte do estilo de vida milanês. Em 2015, a marca lançou o Aperitivo Rosato, uma versão mais leve e fresca, com notas de hibisco e flor de laranjeira; chegou ao Brasil em 2019, importado por um projeto da Pernod Ricard.
Ramazzotti não deveria ser apresentado apenas como mais um aperitivo importado. A marca precisava ocupar um território mais proprietário: a porta de entrada para um aperitivo italiano autêntico, histórico e contemporâneo. A tese era transformar Ramazzotti em uma marca de ritual — não apenas uma garrafa, mas uma ocasião: fim de tarde, encontro, mesa, conversa, gastronomia, verão urbano, hospitalidade italiana e coquetelaria leve.
Enquanto outras marcas de aperitivo já haviam se consolidado por cor, drink hero ou presença massiva, Ramazzotti poderia se diferenciar por três ativos: origem milanesa real (uma relação direta com o nascimento da cultura moderna do aperitivo italiano), portfólio com profundidade (o Amaro com densidade histórica, herbal e clássica; o Rosato com leitura mais leve, floral e contemporânea) e hospitalidade como linguagem (a marca deveria ser vivida em experiências, mesas, encontros e rituais sociais, não apenas comunicada em campanhas).
Ramazzotti era menos sobre lançar uma bebida e mais sobre traduzir um ritual italiano para o Brasil.
Lucas atuou na tradução cultural de Ramazzotti para o Brasil: preservar a alma milanesa da marca e transformá-la em experiências contemporâneas de hospitalidade, coquetelaria e lifestyle adulto. A operação foi conduzida através da Single Brands — vertical Incora especializada em bebidas — em parceria estratégica com a Pernod Ricard Brasil, com escopo de posicionamento, comunicação, ativações, eventos, relacionamento com bartenders e chefs, e construção de ocasiões italianas no contexto brasileiro.