A construção brasileira de uma marca histórica — o gin feito em Plymouth desde 1793, trazido ao repertório da coquetelaria nacional por estratégia, educação de mercado e hospitalidade.
Plymouth Gin chegou ao trabalho da Incora em um momento em que o mercado brasileiro vivia uma expansão intensa do gin. O gin tônica havia se tornado um dos rituais mais reconhecíveis da coquetelaria contemporânea, abrindo espaço para marcas internacionais, gins artesanais, novas tônicas, garnishs, cartas de drinques e experiências em bares.
Mas em um mercado tomado por novidades, sabores e embalagens chamativas, Plymouth trazia uma força diferente: história real. O gin é produzido na Black Friars Distillery, em Plymouth (Devon, Inglaterra), desde 1793 — a Pernod Ricard descreve a destilaria como a mais antiga destilaria de gin em funcionamento na Inglaterra. Destilado em alambique vitoriano de cobre, com botânicos selecionados manualmente e água de Dartmoor, integra o portfólio da Pernod Ricard desde 2008.
Em um mercado de gin cada vez mais barulhento, Plymouth não precisava parecer novo. Precisava ser reconhecido como essencial. A tese era posicionar Plymouth como o gin da autoridade silenciosa — uma marca com história suficiente para não depender de excesso, e com qualidade suficiente para conquistar bartenders, restaurantes e consumidores adultos interessados em coquetelaria clássica.
Enquanto parte do mercado competia por sabor, cor, tropicalização e novidade, Plymouth poderia ocupar outro território: origem, precisão, tradição e repertório. História como ativo competitivo — desde 1793, Plymouth possui uma narrativa real, rara e verificável. Autenticidade antes de tendência: em vez de seguir a onda do gin, a marca deveria ser apresentada como uma das referências que antecedem a própria onda.
A coquetelaria foi adotada como linguagem principal — Plymouth deveria entrar pela mão dos bartenders, cartas de drinks, bares autorais e experiências de hospitalidade. Menos lifestyle genérico, mais cultura de bar: o foco não era apenas imagem, mas ritual, técnica, repertório e serviço. Premium sem excesso. Educação de mercado: explicar a diferença entre um gin histórico e um gin apenas "da moda".
Lucas atuou na tradução cultural de Plymouth para o Brasil: preservar a autoridade histórica da marca, enquanto criava caminhos contemporâneos para sua entrada em bares, restaurantes, experiências e conversas qualificadas. A operação foi conduzida através da Single Brands — vertical Incora especializada em bebidas — em parceria estratégica com a Pernod Ricard Brasil, com escopo de posicionamento, comunicação, coquetelaria, eventos e relacionamento com bartenders no Brasil.