Alfaiataria para a praia — a categoria criada no Brasil que cruzou o Atlântico.
Em 2017, Lucas Albuquerque co-fundou a Barthelemy em São Paulo, em sociedade com Ricardo Nobel. O ponto de partida não era abrir mais uma marca de moda praia — território já saturado no Brasil — mas criar uma categoria: a alfaiataria para a praia. Tailoring resortwear, com pano, corte, caimento e acabamento de alfaiataria tradicional, aplicados a peças pensadas para o ritual do verão internacional.
O paradigma era cruzar dois universos que tradicionalmente não se misturavam: a precisão técnica do tailor masculino e a leveza informal das estações quentes. Camisas de linho com corte estruturado, calças leves com prega italiana, polos de algodão pima com acabamento de camisa — peças que cruzam o jantar à beira-mar e o almoço de domingo na cidade com a mesma propriedade.
A tese era construir uma marca brasileira capaz de exportar uma categoria. Não importar referências europeias e adaptá-las ao Brasil, mas o contrário: criar no Brasil uma categoria nova e levá-la aos territórios onde a clientela natural já existia — Saint-Tropez, Hamptons, Comporta, Cascais, Saint-Barth. O nome — Barthelemy — funciona como passaporte cultural: tem sonoridade francesa, ressoa com o universo de hospitalidade internacional e cria pertencimento natural ao registro de destino.
O posicionamento se manteve disciplinado: roupa para quem viaja. Materiais que resistem à mala, cortes que funcionam em climas variados, paleta que dialoga com qualquer paisagem litorânea. Não moda passageira — peças com vocação de durar.
Lucas atuou como sócio fundador e diretor criativo desde a origem da marca, conduzindo a direção criativa, a articulação da identidade e a estratégia de expansão internacional. Em determinado momento, Lucas vendeu sua participação, e a Barthelemy seguiu operando de forma independente — hoje com presença consolidada em mais de oito países e parcerias com redes hoteleiras globais como Waldorf Astoria.